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Linha de Vida com Cabo de Aço
NBR 16325
Estão em vigor as normas NBR 16325 -1:2014 Dispositivos de Ancoragem Tipo A, B e D, e a NBR 16325 -2:2014 Dispositivos de Ancoragem Tipo C.
Divisão da NBR 16325
A norma é dividida em duas partes, que abordam diferentes tipos de ancoragens:
Parte 1 (NBR 16325-1:2024): Requisitos para dispositivos dos tipos A, B, D e E.Parte 2 (NBR 16325-2:2024): Requisitos específicos para dispositivos do tipo C.
A NBR 16325-1, temos os seguintes tipos de ancoragens:
Abaixo, alguns exemplos de ancoragens que não são cobertas pela norma.

Ancoragem Tipo A:
Esta parte foi dividida em duas, sendo a primeira, referente as ancoragens tipo A1 e a segunda, referente as ancoragens tipo A2.
O primeiro tipo se refere a dispositivos de ancoragem projetados para serem fixados a uma estrutura, por meio de uma ancoragem estrutural ou de um elemento de fixação.
Mas como funciona isso? Um dispositivo de ancoragem projetado para ser fixado a outra ancoragem? Sim!
Esta norma não cobre as ancoragens estruturais, ou seja, como no exemplo abaixo, quando fixamos uma barra roscada através de uma resina química em uma base de concreto, esta barra roscada passa a ser uma ancoragem estrutural.
Já o olhal de Ancoragem, que irá se fixar a esta barra roscada, este sim deve seguir os parâmetros contidos na NBR 16325, tipo A1.
Além disso, temos os dispositivos de ancoragem Tipo A2, que são aqueles dispositivos desenvolvidos para serem instalados em telhados inclinados.
Estes mantêm as características das ancoragens Tipo A, sendo fixados normalmente a estruturas da cobertura.

Ancoragem Tipo B:
Esta é uma das famílias mais interessantes de ancoragens, pois são aqueles dispositivos considerados transportáveis, porém com seus pontos de ancoragem estacionários.
Mas como que podemos ter dispositivos transportáveis e estacionários ao mesmo tempo?
Estes dispositivos são designados para serem transportados até o local de sua utilização, porém uma vez instalados, estes devem ficar estacionados. Como exemplo, podemos pensar em um tripé para espaço confinado.
Quando este dispositivo está desmontado, podemos transportá-lo até o local de entrada, e uma vez instalado, ele não se moverá mais, criando um ponto de ancoragem estável.
Considero este tipo de dispositivo interessante, pois é uma das famílias que mais permite inovações por parte dos fabricantes.
Hoje temos no mercado diversos tipos de dispositivos de ancoragem que se enquadram nos tipo B.
Entre vários outros consigo me lembrar de tripés, fitas anéis, eslingas, estropos, pega-vigas, olhais transportáveis para concreto e metálica, e muitos outros.

Ancoragem Tipo D:
Estes dispositivos são constituídos de uma linha de ancoragem rígida como por exemplo um trilho, onde um ponto de ancoragem móvel, muitas vezes deslizante, se desloca em uma trajetória ao longo da linha rígida.
Esta linha, não pode ter uma inclinação de mais de 15°, quando medido entre uma ancoragem de extremidade e uma intermediária em qualquer ponto de sua trajetória.

Como eu escolho uma linha de vida?
Você deve solicitar ao seu fornecedor, apenas três informações básicas:
- Quantos usuários podem trabalhar conectados simultaneamente na linha de vida.
- Quais as forças repassadas para as ancoragens no evento de uma queda?
- Qual a flecha máxima gerada na linha e, portanto, a ZLQ necessária?
Com essas informações podemos visualizar que quando ganhamos de um lado, perdemos de outro.
Ou seja, em situações normais, quanto maior a flecha, menor a força repassada para as ancoragens.
Desta forma chegamos à conclusão que a escolha da linha de vida, depende de quanto a estrutura da nossa cobertura suporta, e qual a altura livre que temos para queda do usuário.